domingo, 8 de março de 2015

Francisco: mundo que marginaliza as mulheres é estéril

        

Após o Angelus deste domingo (08/03), o Santo Padre saudou vários grupos de peregrinos presentes na Praça São Pedro. Entre eles, Francisco saudou os fiéis de Roma e os peregrinos provenientes de Curitiba. E fez um pedido: “durante esta Quaresma, procuremos estar mais próximos das pessoas que estão passando por momentos difíceis: próximos com o afeto, a oração e a solidariedade.
O Papa Francisco recordou em seguida que neste domingo, 8 de março comemora-se do Dia Internacional da Mulher. O Santo Padre fez uma saudação a todas as mulheres que diariamente buscam construir uma sociedade mais humana e acolhedora. E um muito obrigado a todas aquelas que de mil maneiras testemunham o Evangelho e trabalham na Igreja.

"Hoje, 8 de março, uma saudação a todas as mulheres! Todas as mulheres que todos os dias procuram construir uma sociedade mais humana e acolhedora.
 E um fraterno obrigado também àquelas que de mil maneiras testemunham o Evangelho e servem na Igreja. Esta é uma ocasião para reafirmar a importância das mulheres e a necessidade da sua presença na vida.
 Um mundo onde as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril, porque as mulheres não somente trazem a vida, mas nos transmitem a capacidade de ver além, elas veem além.
Elas nos transmitem a capacidade de compreender o mundo com olhos diferentes, de sentir as coisas com um coração mais criativo, mais paciente, mais tenro.

Uma oração e uma bênção particular para todas as mulheres aqui presentes nesta Praça e para todas as mulheres!"

http://www.news.va/ )

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

os filhos são um dom de Deus!

                  


Após ter refletido, nas audiências anteriores, sobre a figura dos pais, o Santo Padre dedicou a sua catequese de hoje aos filhos, tomando como exemplo a figura do profeta Isaias: “Os seus filhos se reuniram e vêm até você. Os seus filhos vêm de longe; suas filhas vêm carregadas no colo. Então, bastará ver e seu rosto se iluminará, seu coração parecerá explodir de emoção”.
Eis uma esplêndida imagem da felicidade, disse o Papa, que se realiza no encontro dos pais com os filhos, que caminham juntos, rumo a um futuro de liberdade e de paz, depois de um longo tempo de privações e separação.
Logo, há uma íntima ligação entre a esperança de um povo e a harmonia entre as gerações. A alegria dos filhos faz palpitar os corações dos pais e alarga os horizonte do futuro:
“Os filhos são a alegria da família e da sociedade. Eles não são um problema da biologia reprodutiva, tampouco um dos tantos modos de realização pessoal ou de posse dos próprios pais. Os filhos são um dom. Cada um é único e irrepetível e, ao mesmo tempo, inconfundivelmente ligado às suas raízes. Segundo os desígnios de Deus, os filhos trazem em si a memória e a esperança de um amor que lhes deu origem, de forma original e nova”.
Por isso, disse o Papa, eles devem ser amados por aquilo que são, não porque são bonitos, bons, saudáveis; não porque pensam como seus pais ou porque encarnam os seus desejos. Um filho é um filho: é uma vida gerada pelos pais, mas para o bem deles, pelo bem da família, da sociedade e de toda a humanidade:
“Daqui vem a profundidade da experiência humana de ser filho ou filha, que nos permite descobrir a “dimensão mais gratuita do amor”: a beleza de ser amados por primeiro, antes de dar os primeiros passos ou de falar e pensar, antes mesmo de virem ao mundo. Os filhos são a condição fundamental para conhecer o amor de Deus”.
Na alma de cada filho, por mais vulnerável que seja, frisou o Papa, Deus coloca o sigilo deste amor, que está à base da sua dignidade pessoal: uma dignidade que ninguém e nada podem destruir.
Hoje em dia, acrescentou o Papa, podemos aprender a boa relação entre as gerações tomando como exemplo o nosso Pai celeste, que deixa cada um de nós livre, mas nunca nos deixa sozinhos. Nosso Pai celeste quer que seus filhos sejam corajosos e progridam sempre na vida. Os filhos, por sua vez, não devem ter medo de construir um mundo novo, melhor do que aquele que receberam.
O quarto Mandamento, acrescentou Francisco, pede para que os filhos honrem seus pais. A união virtuosa entre as gerações é a “garantia do futuro”, de uma história realmente humana. Uma sociedade de filhos que não honra seus pais é uma sociedade avara de geração, que não quer ser circundada de filhos, pois os considera um peso, uma preocupação, um risco. Esta é uma sociedade oprimida. É uma sociedade egoísta! E acrescentou:
“A vida se rejuvenesce e adquire novas energias por multiplicar-se. A multiplicação das gerações consiste em um mistério que enriquece a vida de todos. Somente olhando para Jesus, o Filho eterno, aprenderemos a ser filhos melhores, com os nossos pais na terra e com o nosso Pai no Céu”.
Ao término da sua catequese semanal, o Papa Francisco pediu alguns momentos de silêncio para que os pais pensem em seus filhos e que os filhos pensem em seus pais e, juntos, agradeçam pelo dom da vida.
Por fim, antes de cumprimentar os diversos grupos de peregrinos, presentes na Praça São Pedro, Francisco disse, textualmente: “Quanto é belo ver os pais elevarem seus filhos pequeninos para receberem a bênção do Papa. Este é um gesto quase divino. Obrigado por este gesto!”.
( http://www.news.va )


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Por que fracassam tantas famílias?

       
           



Por que fracassam tantas famílias?

- Ter ao invés do Ser

     O  ‘’ter”  é  importante e indispensável para a nossa sobrevivência. Alguns contudo, só pensam no “ter”  se esquecem de  “ser”. Dificilmente alguém nos fala que fulano é virtuoso, é um santo, é caridoso, mas muitos nos falam que sicrano é rico, tem muitas casas, fazendas, e ganha milhões por mês!

    Se de um lado é bom ter, mais importante é ser um cidadão correto, solidário, educado. O cidadão que “é” que possui os predicados atrás, é preferível ao que “tem” posses, mas desvestido de valores morais.

    Quando a família inverte essas prioridades e só pensa em acumular, embora esteja solida materialmente falando, sua estrutura poderá estar sendo corroída, seus membros corrompidos,  seu caráter fragilizado, pois não exercitou a solidariedade e a partilha. Podendo, contudo, aliar  posse de bens com posse de virtudes, e partilha de ambas (posses e virtudes), essa família passara, então, a ser exemplo.

2- Egoísmo

     Quem  só pensa em “ter”, deixando se “ser”, acaba se isolando, torna-se avarento e egoísta. O egoísmo é um dos piores pecados, visto que a pessoa  enrosca-se em si mesma, patina e não sai da crosta que ela formou. Procurou proteger-se tanto que se perdeu na atribuição e distribuição de valores perenes.

     O próximo, para o egoísta, esta muito distante. Ele não sente e nem pressente a necessidade alheia. Interessa-lhe tão somente o seu bem estar. Uma família, onde medra o egoísmo, não pode subsistir, e o seu esfacelamento é iminente.

3- A falta de dialogo

     Aquele que não privilegiou o “ser”, que se atola no egoísmo, emudece-se, visto que evita dialogar, já que o dialogo para ele representa alguma perda. Fechando, assim, os canais de comunicação, que lhe poderiam abrir a mente e o coração, não lhe resta outra alternativa senão falar consigo mesmo
.  
     Vitima de um monologo indecifrável, sua família é pré-falimentar material  e espiritualmente falando, pois não havendo troca de ideias, não se trocam e nem se eliminam as dificuldades, que tendem a aumentar causando a ruína da família.

4- Dificuldades financeiras

      A família também se esboroa por causa de dificuldades financeiras. Casa em que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão. É preciso que todos colaborem para o sustento do lar e não somente o pai ou a mãe. Os filhos não podem se acomodar e sim se incomodar, estudando, economizando e participando das despesas do lar, sob pena de retrocesso e ruptura dos laços familiares.

5- A falta de DEUS,  e de oração

      Esta é a principal causa de esfacelamento da família, pois, casa sem oração e sem Deus, e vitima inevitável dos poderes do mal. E quais são esses poderes? Egoísmo, consumismo, falta de respeito e de amor, decadência moral e perda de princípios éticos e idolatria do mercado.  
      Quando  mais ostentação e consumo supérfluo, menos família se é, mais distante de Deus se torna. Os valores do espirito já não são prioritários para o consumista, e Deus, para ele é uma entidade distante, ou talvez entidade nenhuma. A família sem fé e sem obras é uma família falida e infeliz.

       A família bem constituída, sem os vícios ora abordados, é o sustentáculo da fé. A fé sustentável é alicerçada em valores familiares elevados. A fé sustenta a família, que por sua vez sustenta a fé. Uma engendra e solidifica a outra. Sem fé e sem obras, a família paradigma que estamos comentando não medra, não viceja. Com fé, rompe barreiras, aprimora o caráter, gerando paz, amor e harmonia familiar.

( texto de A família como vai? autor J. Marques)





sábado, 31 de janeiro de 2015

Quatro Maneiras de reavivar o amor conjugal

                   


Existe uma grande diferença entre esperar que as coisas aconteçam, e fazer acontecer. Para mantermos  viva a chama do amor através do tempo é necessário “ fazer acontecer 
“. O casal deve encontrar uma maneira de apaixonar-se a cada dia.
Temos escutado que o amor é como uma planta, devemos regá-la, adubá-la, coloca-la ao  sol , cortar as folhas secas, enfim cuidar para que ela permaneça bela e viva. Da mesma maneira com o relacionamento conjugal é necessário cuidar  e fazer com que o coração não pare de bater.

Apresentamos quatro propostas para fortalecer o amor conjugal, existem muitas outras , todas são questão de fazer acontecer.

1- Tempo de qualidade:

Para reviver a chama do amor  é preciso de tempo de qualidade , sem pressa, sem filhos, sem queixas ou reclamações. Especialistas em relacionamento matrimonial asseguram  que um momento somente para o casal uma vez na semana fortalece o matrimonio melhora a comunicação, aquece o romantismo melhora o desempenho sexual .
Além deste tempo semanal  a sós, é importante que o casal busque outros lugares para desfrutar a companhia um do outro , por exemplo ir jantar fora, assistir um filme, caminhar  juntos ,tomar um  vinho após a jornada de trabalho .... e voltar a namorar
.
2- Recuperar o romantismo

 Embora, estar apaixonado viver o amor  romântico seja comum e importante na fase de namoro , no casamento pode ser  ainda  muito mais importante. Há casais que não acreditam mais neste amor sentimental, porque não sentem mais a emoção que sentiam na adolescência e na  juventude , mas é apenas um mal entendido , porque quando realmente amamos a pessoa na qual estamos casados ,  sabemos que os sentimentos são diferentes que nosso amor amadureceu ,  os nossos sentimentos amadureceram, todo o relacionamento amadureceu , mas mesmo assim o amor romântico revitaliza nossa relação.
Romantismo com o forma dos casais reviverem o amor a paixão do  período  de namoro. Uma flor, alguns chocolates, um jantar...  temperando com o romantismo que cuida dos detalhes como velas no jantar, uma palavra amável , um abraço carinhoso, um gesto de colaboração, cuidar da aparência física para agradar  o outro criando um ambiente delicado aconchegante adequado a um casal que procura cultivar o amor.

3- Ver a importância do outro

A rotina, as ocupações diárias muitas vezes nos levam a esquecer do nosso cônjuge , achamos que esta tudo bem e muitas vezes não nos damos ao trabalho de perguntar como ele/a se sente , isto cria um clima de desrespeito e  pode até  gerar discussões  
O dialogo é a melhor forma de saber o que se passa com o outro, talvez por traz das acusações, das disputas existam medos ,inseguranças que só podem ser descobertos após uma conversa intima e franca. Estes diálogos podem muitas vezes tomar rumo que melhoram o relacionamento pois se toma a  consciência que somente o cônjuge é a pessoa que nos ajuda, apoia, nos compreende, e com isso reafirma o compromisso de amor.

4- Aproveitar as Crises

Especialistas dizem que as crises acompanham as diferentes fases do casamento (isto não se aplica a todos os casais) mas se for bem administradas ajudam a melhorar diversas situações em ambos os cônjuges,  rompendo com a rotina que é a inimiga numero um do amor conjugal. Pequenas discussões podem ser exploradas com reconciliações que geralmente acabam em uma noite de amor romântico.

Vontade e a determinação é o começo de um plano de ação. Para reviver o amor conjugal você deve cuidar do homem ou da mulher que esta ao seu lado .


( baseado texto lafamilia.info )

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

quatro pilares da fidelidade conjugal

       
                   

                      Juntos para sempre

«O verdadeiro amor é não de um dia, mas  de sempre», afirmou Charles-Ferdinand Ramuz 1, e na Bíblia lemos: «Amor e fidelidade andam de mãos dadas» (cf. Sl 89).

Ao contrário destas afirmações, tudo nos leva a pensar, no mundo atual, que é disparate acreditar na estabilidade das relações humanas. Então, a fidelidade será uma graça concedida, uma provação sobre-humana, um ideal inacessível ou será um desejo partilhado, uma decisão  refletida?

As estatísticas indicam que, em cada três casais, um está condenado ao fracasso. Da mesma forma, os geneticistas dizem que, se no genoma humano se encontra uma predisposição a apaixonar-se, não se encontra qualquer suporte que indicie que assim se ficará ou porquanto tempo os apaixonados são capazes de ficar juntos.

Segundo a psicologia comparativa, poderia parecer natural que os homens, e também as mulheres, se afastassem dos cônjuges em certos períodos e, em certas circunstâncias, fossem infiéis. Será, então, contra a natureza que pessoas que se escolheram livremente se mantenham fiéis até que a morte as separe? As leis da natureza não são leis inelutáveis que regem os nossos comportamentos. Se o homem se adapta facilmente ao seu ambiente, o seu comportamento continua a ser flexível: dispõe de remédios para tecer a sua história e para dar
significado às relações e ao diálogo. Para  manter –se  fiel, é preciso tomar a decisão de se manter constante, é preciso querer. A vontade desempenha um papel capital na dinâmica própria da fidelidade

É fiel aquele «que não falta aos compromissos assumidos e que demonstra uma afeição constante», diz o dicionário, e acrescenta: «é fiel aquele que mantém relações amorosas apenas com a pessoa com quem se comprometeu». A modernidade não encoraja a monogamia nem a fidelidade, não valoriza o vínculo nem a duração. Duas pessoas
que se aproximaram uma da outra e que se maravilharam com os novos sentimentos de ternura que sentem uma pela outra desejam que esse estado se eternize. Prometem uma à outra fidelidade para toda a vida. Essa promessa tenta suprir a falta que resulta da inevitável diferença que sempre separa os apaixonados. É o mistério de toda a relação humana. Mas qual é o apaixonado que não tem a convicção íntima de que os sentimentos que experimenta pelo outro resistirão à erosão do tempo e asseguram a permanência?

A tensão da vida que suscita o nosso desejo e alimenta a nossa expectativa e a nossa imaginação pode, infelizmente, ser fonte de desencanto. A harmonia no casal é corroída pelo tempo e pelas dúvidas: as experiências apaixonadas e intensas com o outro vão diminuindo, e
ninguém se pode instalar na convicção de que o cônjuge lhe pertence até ao fim dos seus dias. A partir desta dolorosa verificação, é-se levado a interrogar-se sobre se não se terá feito um erro na escolha do cônjuge.

A ciência não nos dá remédios fáceis para forjar relações duradouras e fecundas. No entanto, as sondagens revelam que a grande maioria dos casais está satisfeita com a sua vida em comum, apesar das imperfeições do seu comportamento sexual. «Nunca  te  esqueças  que, num bom casamento , o mais importante não é a felicidade mas a estabilidade », faz o poeta García Márquez 2 dizer a uma das suas personagens em “O amor no tempo da cólera”. A estabilidade é um fator bem colocado na escala dos critérios necessários ao êxito de uma vida de  casal.


1 Escritor suíço (1878-1947).
2 Escritor colombiano, Prémio Nobel da literatura 1982.
Griffo nosso

A fidelidade deve ser inovadora

Para os aventureiros do casamento, o «duro desejo de permanecer» (Paul Eluard 3) e a fé forjam a intenção de dar sentido a uma relação, de inventar um novo estilo de vida, «de escrever uma história numa relação com o passado, numa atenção ao presente e numa vigilância relativamente ao futuro» (cf. Gérard Bailhache). E, uma vez que estou convencido de que só o outro me pode fazer feliz, e que por isso representa para mim a felicidade, poderá haver a mínima dúvida quanto à minha competência e aos meus meios para satisfazer o seu desejo, para querer o seu bem com todo o meu ser? Mas a parte de incerteza inerente a este pacto de solidariedade e à promessa de fidelidade pode infelizmente dar lugar também à traição, se o diálogo no casal não tiver sabido dissipar as tensões que resultam da oposição entre o desejo e a realidade.

A fidelidade conjugal «contra ventos e marés» é uma dimensão fundamental da nossa humanidade. São muitos os lugares da fidelidade: a religião, a família, a amizade, os compromissos … Desde Homero, ela é cantada pelos poetas em todo o mundo; faz vibrar os corações e faz correr lágrimas. Tem por objeto homens de todas as idades, mas não pode ser dissociada do amor.

Se o dicionário descreve a fidelidade como qualidade do que respeita compromissos assumidos, o aspecto que aqui nos interessa é o testemunho de pessoas que cumprem a sua promessa e respeitam os seus compromissos para com o cônjuge até ao limite do possível. Descobre-se, então, a força dessa fidelidade que é a própria força da fé, tradução do latim fides: fé no vínculo, fé no outro e, para o crente, abertura à transcendência, à verdade e à eternidade: Deus.

A fidelidade não está em crise, ela própria é crise, porque incessantemente e a todo o instante nos obriga a manter uma decisão, tomada no impulso do início, de refazer uma promessa abalada pelos cantos melodiosos das sereias, de voltar a dar uma palavra enterrada no esquecimento. Nem a fidelidade nem a infidelidade são fatalidades. A fidelidade constrói-se, dia a dia, com perseverança e energia. Estaremos prontos a pagar esse preço por um ideal em que se fundamentam a história das nossas comunidades e o futuro do nosso casamento?

A construção da fidelidade no casal assenta em quatro pilares:

* A fidelidade conjuga-se com a confiança: iniciar uma relação de confiança com alguém é uma maneira de dar ao outro a importância a que ele tem direito, de lhe dizer: Tu és uma pessoa e não um objeto intermutável e manipulável consoante as minhas emoções, os meus desejos, os meus instintos. Mereces consideração e respeito. A fidelidade pressupõe um contrato, uma declaração de intenção e de crédito. Para dar crédito a alguém é preciso
Conhecer  esse alguém de verdade: é preciso confiar no ser amado; «o verdadeiro amor não é de um dia … não tínhamos nada para começar, tudo estava por fazer» (Charles-Ferdinand Ramuz). É preciso fazer um esforço para manter um vínculo e para respeitar uma promessa feita. Nos nossos esforços, somos ajudados pela representação da felicidade suscitada em nós pela ternura e pela cumplicidade com o outro, ser de carne e osso. A manutenção do vínculo não é um apego a si mesmo, uma atitude moral que a razão nos imponha; é a encarnação de um contrato de vida, e esse contrato deve ser revisto, corrigido, retomado todos os dias, tendo
em conta os contratempos da vida quotidiana.

* A fidelidade desenvolve-se no tempo, e isto pode ser interpretado como um desafio lançado ao tempo. O tempo é irreversível. Não é um longo rio tranquilo. Quantos meios é preciso pôr em ação para passar do imaginário ao real, da nostalgia do passado às previsões do futuro! O tempo é uma oportunidade para a construção de uma relação. Permite que a vida seja criativa. O tempo não é só desgaste, é também impulso vital. O amor, sobretudo, amadurece: pode melhorar como o vinho. A harmonia que se estabelece com o tempo é certamente menos apaixonada  e menos passional do que a do início, mas torna-se mais real. Já não estamos
Sozinhos  a correr o permanente risco inerente a essa relação paradoxal de entrega de si a outro/a, de oferenda ao outro do que nos é mais caro: nós próprios. O risco já não é solitário: a fidelidade vive-se com outra pessoa, é caminho de descoberta de si e do outro que passou a ser a pessoa mais próxima. Qualquer que seja o futuro que tivermos imaginado, ele nunca se realiza sem que tenhamos sido secretamente desiludidos. A fidelidade, tal como a ternura, tem incessantemente necessidade de palavras para se dizer, se partilhar, se construir, se recompor.

* A fidelidade passa pelo perdão. Para o diálogo e para a escuta no respeito é preciso explorar as alegrias e as provações, as traições e as decepções que correm o risco de levar ao desencanto. Por vezes, fazem-se ouvir os apelos dissimulados da tentação: por que será preciso renunciar? O diálogo é indispensável à construção de uma relação, ao passo que o silêncio lhe é funesto. Quando surgem divergências profundas que provocam rupturas
ou traições, a frágil fidelidade humana precisa de ser rodeada de tacto e de solicitude. Ela não está inscrita nos nossos genes. Podemos aprender palavra a palavra e passo a passo a atravessar na paciência essas obscuridades quando já não sentimos nada, quando já não compreendemos nada. Toda a falta pode ser perdoada, desde que se queira. O perdão está no centro da aventura conjugal e, para lá dos conflitos, é preciso acreditar na reconciliação possível. Quem ama verdadeiramente é levado a perdoar. Estender a mão e deixar que nos deem a mão: eis o segredo do perdão, que não é resignação mas fonte de fecundidade e de liberdade. O perdão restitui a paz, enquanto o perdão recusado asfixia.

* A fidelidade é uma arte de viver. Não é uma ascese. Há que sublinhar a importância do ato sexual, profunda e ligeira ao mesmo tempo, e levar a sério a atração dos sentidos, os seus aspectos de gratuidade, de poesia e até de desordem. Nos nossos dias, já não é possível silenciar o papel positivo do prazer carnal sobre o qual se constrói a estabilidade do casal e que não deve ser asfixiado sob o peso das regras morais. A fidelidade deve ser inventiva, não se deve tornar monótona nem enfadonha. Os cônjuges são chamados a reajustar constantemente a sua vida em comum a novas referências, a cultivar o prazer de estarem juntos de modo a que bastem poucas palavras e poucos gestos de ternura para responder às expectativas do outro. Isto supõe uma grande disponibilidade e uma grande exigência, pessoal e recíproca. E quando tudo vai tão bem que já não têm vontade de se separar, é preciso poderem suportar a separação, deslocarem-se para espaços diferentes, criar lugares de solidão possível. Compete a cada um descobrir o seu espaço interior e a capacidade de nele se manter e de o cultivar ; isto implica que também se respeitará o jardim secreto do outro, que nunca se lhe forçará a porta. O amor procura penetrar os segredos íntimos do ser amado, todavia «o verdadeiro amor contorna os segredos da solidão do ser amado e permite que ele os guarde para si» (cf. John Merton)

Para concluir:
A fidelidade é uma atitude responsável quotidiana que nos volta para o infinito, abrindo-nos a uma história imprevisível. Este apelo é um convite a dar e a receber; precisamos de aceder a questões que sabemos serem vitais, um desafio “contra todos os riscos” ao desgaste do tempo. A fidelidade não é uma palavra, é um sinal. A nossa fidelidade pode apoiar-se com segurança na fidelidade de Deus. A fidelidade é o atributo mais importante de Deus e está associada à sua bondade paternal: Ele é o “rochedo” de Israel, nome que simboliza a sua fidelidade imutável, a verdade das suas palavras, a solidez das suas promessas. Pelo sacramento do matrimônio, Deus consagra a nossa fidelidade conjugal através do “Sim” que nos compromete para  sempre.

Não será presunçoso fazer esta afirmação quando se fez a experiência do silêncio de Deus no sofrimento e na aflição? Onde está Deus no fracasso? Temos a plena revelação disto em Jesus Cristo, cuja Paixão não é só a partilha dessa experiência de abandono, mas é também fundadora de sentido, fazendo dela um caminho de ressurreição. Em Jesus Cristo manifesta-se a fidelidade de Deus que vai além de todas as promessas da Aliança. É um sinal que revela, tornando visível aos olhos dos homens o amor de Cristo pela sua Igreja. A fidelidade de Deus reclama a nossa. Convida-nos a estar atentos à sua presença, não para esquecer a de um ser amado mas  para subir até à fonte desse amor. «Que, no meio das mudanças  do mundo, os nossos corações se fixem onde estão as verdadeiras alegrias» (cf. Missal Romano).

( extraído do livro Homem e Mulher Ele os criou - Reflexão Crista sobre a sexualidade-
equipas de Nossa Senhora  - equipa responsável internacional )

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como enfrentar uma crise financeira em família

                 

                     

Quando nos encontramos diante de uma difícil crise financeira, a união e a compreensão familiar são as melhores alternativas para atravessar este difícil momento. A união do casal diante da situação  visando criar um ambiente positivo , é uma grande oportunidade para ensinar os Filhos a  assumirem  também esta dificuldade e trata-la como um evento normal da vida e assim saírem fortalecidos e  também aprendam a confrontar situações similares no futuro
Também é o momento para dialogar com os filhos  e envolve-los a participar e compartilhar da situação que a família esta atravessando, mas nunca de uma maneira dramática, pessimista , e sim com muita  fé e esperança e oração. Assim nossos filhos compreenderão que se a família passa por dificuldades e  necessidades, todos juntos deverão fazer o possível para que tudo melhore.
Devemos com franqueza comunicar a nossa real situação aos nossos filhos, a cada um de acordo com sua capacidade de compreensão, é muito importante que eles sintam parte da unidade familiar, aos adolescentes  devemos envolve-los e ate se possível faze-los participar de algumas decisões, isso vai ajudar a promover um contexto de união da família tornando mais suportável atravessar esta dificuldade. “Estudos ao longo dos últimos 30 anos, provou que a melhor maneira de uma família realmente superar a crise é basicamente permanecer unida e trabalhando como uma equipe(..). O casal e os adultos da família deve se concentrar em manter uma relação positiva quando há ou quando não há dinheiro. Dr. Lenna Ontai indicou em um artigo da Universidade da Califórnia

Para Refletir

Cada crise é uma situação única, e as condições também variam de família para família , no entanto quando estamos enfrentando uma crise financeira , há vários fatos em  comuns que podem acontecer:

1. angustia dos filhos: o desejo de mais e mais, muitas vezes influenciado por seus amigos com maior capacidade econômica, ou mesmo a influencia publicitaria, será um desafio que os pais deverão aprender a lidar. É essencial ensinar os filhos  a valorizar o que tem, sem a pretensão de ser o que não está ao seu  alcance.

2. Adolescentes  podem  fazer parte das decisões da família: quando colocamos os filhos jovens e adolescentes a participarem das decisões eles se sentem valorizados , a possibilidade de opinar sobre a situação , sobre as decisões , torna-os mais propensos a conscientizar-se da situação que a família esta atravessando e também a uma maior colaboração com as decisões tomadas. Porem a algumas decisões que somente os Pais deverão tomar, outras poderão ser tomadas em conjuntos com os membros das famílias.

  3. Não deixe que a crise contamine o ambiente familiar: você não deve  adicionar um problema e cima de  outro problema: a crise conjugal ou conflito com as crianças, tornará muito mais complexo o dilema econômico. Diante de dificuldades como essas, você deve preservar a união e tranquilidade, porque a angústia distorce a visão real do problema impedindo que vejam possíveis saída da crise financeira  . Um ambiente familiar harmonioso, ajudara a enfrentar a crise e trata-la de forma eficaz.

4. As crises são cíclicas: hoje estamos bem, amanhã não saberemos, ou vice-versa. Como na maioria dos casos, os ciclos acompanham a  vida, há bons momentos e alguns não tão bons, por isso lembre-se tempos melhores há de vir .  Tenhamos  fé e  esperança ao invés do desespero.

5. O Orçamento Familiar :  Em tempo de crise  ou não, o orçamento familiar é uma ferramenta essencial para conhecer a realidade das finanças domésticas. Faça um orçamento mensal, é uma medida preventiva, que o convida a ordem e boa gestão do dinheiro. Além disso, poderá  criar uma atmosfera de poupança na família, onde as crianças reservam parte de suas rendas para diferentes fins , e terão  essa crença, como parte de sua vida.

6. Manter o Casamento, mais unidos do que nunca: a crise econômica e, em geral, todas as dificuldades, é também uma oportunidade de  amadurecimento , crescimento  e pode até fortalecer o casamento. Isso depende da atitude como lidamos com a  situação. É importante estarmos  muito unidos em tempos de escassez material,  de  apoiarmos sermos positivos, confiantes  , a fim de superar a adversidade.

7. Toda a Família unida . Quando a família toda se une  como uma equipe significa que todos, os pais, os filhos, e todos os membros  devem encontrar soluções para enfrentar e lidar com a crise. Cada um, na medida do possível, deve contribuir para a economia familiar. E os Pais devem ser os promotores desta união.

( fonte : traduzido de http://www.lafamilia.info )

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

QUATRO MANEIRAS DE TRAZER A FELICIDADE PARA AS CRIANÇAS !




Todos os pais concordam que não há maior amor do que você tem para as crianças. E esse amor que compreende ainda o grande desejo de fazê-los felizes. No entanto, alguns pais tendem a perder o foco do significado da felicidade e se esqueça que para fazer seus filhos felizes, não é a  melhor escola, ou uma casa grande, não é um tablet, nem satisfazer  todos os seus caprichos é necessário. Propomos, portanto, quatro maneiras muito simples que todos os pais têm à sua disposição para fazer seus filhos felizes
.
1. tempo de qualidade

Podemos dar-lhe o mais recente celular  ou preenchê-los com brinquedos, mas se, como pais,  não dedicarmos  tempo de qualidade para os nossos  filhos, nunca iremos faze-los felizes  
Mas não é apenas só  a presença física, vai muito mais além: È brincarmos juntos  quando chegamos em casa, é  ler um livro  juntos ou inventar uma história, é jantar juntos como uma família, apoiar os filhos  adolescentes em seus gostos e com palavras amorosa ,decifrar seus medos, é rir em voz alta, é dar-lhes um abraço, é ouvir e deixar de lado whatsapp ou a notícia do momento, é ensiná-los a andar de bicicleta ou a ajudar a pintar uma flor ... É assim que se faz feliz um filho, esses momentos são os melhores presentes que um pai pode dar.

2. Manter um bom casamento

"As crianças não só têm necessidade de alimentos, mas todo um clima de afeto e de segurança, que normalmente fornece amor parental mútuo e visível. Portanto, é claro que a primeira vítima do conflito conjugal, é o filho. " Por isso, o melhor presente que um pai ou mãe pode dar a  seus filhos é amar o seu cônjuge. Um lar harmonioso é fundamental para que as crianças cresçam saudáveis ​​emocionalmente.
3. Transmita-lhes Valores
Os valores são a base de sua felicidade no presente e no futuro. Uma criança que tenha sido treinado no respeito, na disciplina, no controle da vontade, na gratidão, no esforço, para citar alguns, será um adulto qualificado para enfrentar diferentes situações, tanto satisfatório como situações desafiadoras. E uma pessoa que sabe como enfrentar a vida com integridade, aprende a encontrar a felicidade nela. A felicidade é uma atitude de vida, e, portanto, deve ser ensinada às crianças.

4. Seja seus pais, e não os seus amigos

"Nós queremos  ver o rosto  dos nossos filhos nos dizendo que estamos ultrapassados, que somos diferentes dos pais de seus amigos, que são " Legais ". Na verdade, nós queremos ser pais legais, parecer evoluídos  e isso nos torna extremamente ambíguos na forma como educamos;  ficando difícil dizer não. Damos excesso de  explicações nos tornamos  os reis do "dependente", com isso, colocamos  as crianças em uma rede de inseguranças que impede que eles saibam o que é certo e errado e tudo parece possível. ", Explica a psicóloga chilena Pilar Sordo


Amar as crianças é dizer "não", é adiar seus desejos, é motivá-los a lutar, é estabelecer limites, é mostrar as suas falhas e ajudar a corrigi-los ... Isso faz com que seja um pai, não um amigo. Por isso dizemos que Os pais devem alcançar uma relação de confiança e amizade, mas  só a autoridade não  educa, enquanto só a amizade desvia o objetivo educacional.

( http://lafamilia.info/ )


domingo, 18 de janeiro de 2015

DICAS PARA SER UM GRANDE PAI.

                                                 

                                    


Por Padre Michael Sliney, LC, e Matt Williams

Assim como Deus Pai, um pai deve dar a suas crianças um amor constante e estável, provendo o que é bom para sua família incondicionalmente (“Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra?” Lucas 11, 11). Isto significa prover aquilo que a criança precisa, não necessariamente o que elas querem. Também significa protegê-las daquilo que é mau e danoso.
Um pai não pode modelar o amor de Deus se ele não está presente nas vidas de suas crianças, assim como Deus está constantemente presente nas nossas. Então ser modelo do amor de Deus Pai também significa estar lá, no dia-a-dia. Às vezes os dias comuns são os mais importantes lá na frente.
Com estes pensamentos em mente, aqui vai uma lista de dicas práticas para ser um grande pai. Com a ajuda generosa de Matt Williams, nós novamente entrevistamos mães, pais e suas crianças para ajudar a compilar a lista a seguir:

1.       Seja fiel à sua esposa: o melhor presente que você pode dar a seus filhos é ter um ótimo casamento. Ame sua esposa incondicional, aberta e afetuosamente, na frente de seus filhos.
a.       Apóie suas decisões e nunca abertamente diminua, critique ou ridicularize qualquer decisão disciplinar dada por ela na frente de seus filhos.
b.      Seja um front único com ela, garantindo que ela esteja sempre na mesma página em qualquer decisão que envolva os filhos.
c.       Trate o desrespeito de uma criança à sua mãe como uma ofensa séria.

2.       Seja o cabeça espiritual da família: a fé de uma família precisa vir primeiramente do pai. Não importa o quão santa seja a mãe, de nada adiantará se você não for tão forte quanto ela.
a.       Viva sua fé abertamente na frente de seus filhos e os ensine e encoraje a fazer o mesmo.
b.      Ofereça orações e sacrifícios diários por suas crianças.
c.       Determine metas espirituais para cada um de seus filhos (reforce uma virtude em particular).
d.      Vá à igreja e ore com sua família (mesmo que não seja Católico).
e.      Leia as Escrituras para aprender sobre Deus Pai para então poder ecoar suas qualidades paternas.

3.       Separe trabalho da vida familiar: sempre há mais trabalho a se fazer... Quando você chega em casa do trabalho, você deve se separar daquele mundo tanto quanto possível.
a.       Faça um esforço para chegar em casa numa hora razoável e ter um jantar em família.
b.      Desligue e-mail e Blackberry de sexta até domingo ou quando estiver junto aos seus filhos em eventos esportivos, peças na escola, etc. (esteja engajado no que eles estão fazendo).
c.       Esteja disposto a passar um tempo significativo com seus filhos à noite.

4.       Seja o guardião da virtude de sua filha: as filhas frequentemente se casam com alguém parecido com o pai. A forma como você trata sua filha, a encoraja a se vestir, etc., é a medida que ela terá de sua virtude até a sua adolescência. Ela irá ganhar confiança de seu pai e aprender como os garotos devem tratá-la.
a.       Honre sua esposa na frente de suas filhas.
b.      Vá/Crie encontros Pai/Filha(s) em dias específicos (faça o que elas gostam de fazer).
c.       Deixe as coisas de garotas para garotas: deixe sua esposa dar conselhos sobre namorados, fofocas, panelinhas e outros tópicos mais femininos.
d.      Dê tanta atenção para suas filhas como dá para seus filhos: isso pode impactar diretamente a pureza de suas filhas mais à frente (por exemplo, sem atenção de seu pai fará uma garota procurar esta atenção em outros homens).

5.       Seja um exemplo para seus filhos: não importa o quanto fale para seus filhos o que fazer, isso não terá efeito a não ser que você pratique o que prega. O que você faz é cuidadosamente analisado e assimilado por eles.
a.       Viva pelos padrões que você define para seus filhos (especialmente no que tange a livros, filmes e outras mídias).
b.      Tenha cuidado com quem você passa o seu tempo: o comportamento de seus próprios amigos influenciará seus filhos também (uma observação: desenvolva amizades com outros pais para trocar experiências).
c.       Evite o excesso: bebida, TV, computador, etc.
d.      Seja um exemplo de cavalheirismo, ética, honra, boa linguagem e maneiras à mesa.

6.       Seja o melhor amigo e conselheiro de seus filhos: como um pai você deve estar disponível, alguém que seus filhos podem buscar para qualquer necessidade.
a.       Mostre-se interessado no que seus filhos estão fazendo e conheça os amigos deles. Chegue até onde eles estão, para então ajudá-los.
b.      Envolva seus filhos no trabalho doméstico (mexer no jardim, lavar o carro, etc.), usando isso como oportunidade para formação.
c.       Seu conselho realmente importa para seus filhos (invista tempo explicando princípios morais chaves para seus filhos)
d.      Procure entender seus filhos e depois ser entendido por eles (silêncio e escuta são uma parte importante da paternidade).
e.      Não trate cada filho da mesma maneira. Seja sensível às suas diferenças.
f.        Seja generoso ao expressar orgulho e aprovação às suas crianças (nós amamos você, estamos orgulhosos de você, etc).
g.       Defina expectativas claras para seus filhos.
h.      Não faça promessas que não poderá cumprir.
i.         Dê igual afeição para todos os seus filhos, especialmente os meninos (se um menino ganha bastante atenção de seu pai, ele crescerá para ser um homem afetuoso e compassivo).

7.       Esteja presente na vida de seus filhos: você não conseguirá nada disso se você não estiver passando tempo em quantidade e qualidade suficientes com sua família.
a.       Dê a eles sua atenção exclusiva e evite a “multi-tarefa”: se você for falar com seus filhos ou fazer algo com eles foque-se completamente nisso.
b.      Passe um tempo individual com cada um de seus filhos: não tenha favoritos (invista tempo e esforço igual para cada um).
c.       Tente tirar férias que permita a você passar muito tempo junto em família: viagens de carro, acampamento, etc.

                            Doutrina Social da Igreja.  Hoje: Direitos Humanos " O valor dos direitos humanos 152  ...